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Arquivo da tag: Vida

Sombra de fumaça

Wind

Quem saberia responder o que nunca se perguntou, quando o que poderia ajudar é o gesto que não se põe em ação? A atitude que falha em acontecer, a vontade insuficiente que não supera o medo de falhar, errar ou perder… a inércia.

Um esperar que se faça quando o que sente-se necessário dizer não é manifestado. O entender reticente que não se desloca até um ponto de vista diferente, mas teima e persiste na dúvida que já traz consigo uma resposta.

O querer bem que acaba sufocado pela ausência de uma igualdade material que não influencia no sentimento. Os abraços esquecidos no baú entupido de encantos que tanto pedem por requisitos que jamais foram escritos… São os que se entendem inventando um novo idioma, criando distâncias para proteger inseguranças, quando um simples olhar traduz todas as angústias.

Basta lembrar de quem se é, basta olhar para o que é possível e deixar que os problemas distantes sejam, como o nome diz… distantes. Não adianta antecipar o que não foi dito, prever o que não foi escrito, lutar numa guerra inexistente, render-se a quem nunca precisou competir para mostrar-se capaz.

Energia desperdiçada, capítulos preenchidos de passado, presente carente de vontade.

 
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Publicado por em 26 fevereiro, 2008 em Aprendizado, Vida

 

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Auto-ajuda

Differences

Quando penso em auto-ajuda tento encontrar uma definição para esta “categoria”. O livro God is My Broker (“Deus é meu Agente”) afirma, “O único modo de se tornar rico com um livro de auto-ajuda é escrever um”.

Fórmulas, receitas, exemplos, estatísticas “arredondadas”, pseudo-ciência, exemplos que dependem de lugares, pessoas e culturas diferentes sendo espalhados aos quatro ventos como um “padrão” absurdo que a ignorância insiste em adotar como plausível de uma reação maior do que a do ridículo.

A receita do sucesso que oferece dinheiro em troca de uma boa índole adquirida em troca de dinheiro. É praticamente um paradigma: “Dê-me dinheiro que te ensino a ganhar dinheiro”.

Não consigo dar crédito à obra literária que considera fórmulas para uma ação e sub-entende critérios para uma reação, aliás, pouco me acrescenta além de entretenimento. O que vejo mostra-se uma novela escrita, pseudo-romance; não é fato, é chance. São meros ensaios de possibilidades um dia vividas, de sucessos que dependeram de tudo o que já se tem conhecimento: perseverança, objetivos, paciência, compreensão, diálogo, sacrifício, etc. Tantos fatores quanto possíveis forem as possibilidades de se imaginar a mesma história contada de tantas formas diferentes. A literatura do retrato de uma vida pré-determinada.

Ainda considero muitas destas obras como um insulto à leitura que busca o prazer de interpretar o drama humano através de UM ponto de vista. Ingenuidade? Preguiça de pensar? O perigoso atalho da floresta? O caminho das pedras, o mapa do tesouro, a fórmula da felicidade. Quanta ironia! “Ganhe milhões sonhando!”

Como decido? Eu pergunto! … encontro as respostas através do questionamento e do diálogo, e não da adivinhação. Somos pessoas, pensamento vivo: comunicação e expressão. O gesto mais puro e sublime de uma criança sorrindo de braços estendidos ainda me toca mais do que as mais coerentes palavras do maior sábio que não soube abraçar os que amou. Fazer ainda me ensina mais do que falar.

Bons Ventos,
Willy

 
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Publicado por em 18 dezembro, 2007 em Cotidiano, Vida

 

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Sacrifício

Espera

De costas ele seguia após a despedida… fitando a silhueta distante ela podia sentir não somente o vento frio do fim de tarde, mas a dor de uma escolha. O sol se pondo não mais inspirava romance… Deixou sim a lembrança das vezes que sorrindo olhou para o mesmo quadro.

Não importaria o nome que se desse a este sentimento, seriam todos apenas nomes, nenhum poderia traduzir numa folha de papel ou em meras palavras a dor de um sacrifício, salvar um coração e matar uma esperança. O equilíbrio da vida dá e tira ao mesmo tempo, leva e traz… Só não sabemos quando vamos ter de volta tudo o que desejamos, resta contentar-se com o suficiente, o necessário.

Quantos sacrifícios a mais seriam necessários para aprender, para fazer a escolha certa, para evitar sofrer, para aprender e perceber tão rápido quanto possível o que realmente deseja? Quanto tempo mais só irá caminhar neutra por tantas esquinas e tantos desencontros até poder superar suas dores? Quanto tempo poderá durar a noite de pobres cores, de nuvens e mistérios… De silêncio e solidão até que um novo Sol venha a trazer luz para seu dia?

Deixando os braços caírem, os olhos voltados para o chão… Tempo. Entregando no tempo volta-se para o que pode lhe ser mais produtivo no momento, volta-se para uma atividade racional, automática, instantânea, necessária… Lógica. Novamente o equilíbrio, o coração e a mente lutando por seu espaço, tentando pensar, tentando sentir.

Disse tudo, abriu o jogo, contou sua história, viveu sua vida… Sentiu, e caiu, jogou-se… Machucou-se. Machucou. Persistem as perguntas, comparando as dores, medindo as perdas, sentindo as faltas, esperando…

“Tudo o que fazemos enquanto não estamos construindo, criando e pensando é esperar”, pensou.

 
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Publicado por em 12 dezembro, 2007 em Vida

 

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Encanto em Canto

Trigal

As palavras que compartilhei contigo foram mais do que palavras,
Foram suspiros de intenções mitigadas pela erosão da realidade,
Um quebra-cabeça da fantasia adormecida em páginas de um diário,
Reservas de um sentimento que hibernou por falta de alimento.

Tua doação provoca em meu despertar a vontade de cantar,
Enaltecendo discretamente o que num soslaio percebe-se,
Distraindo-me do excesso, concentrando-me no detalhe,
A contrariedade do porto da razão onde ancorei meu barco.

Quanto mais absurdo, tanto menos necessária uma justificativa,
Quando ainda presente teu perfume em meu corpo se faz,
Enquanto o eco de um grito distante insiste em retornar,
Lembrando ao coração que nunca é tarde para amar.

Esqueço, a cada momento novo, da rica lembrança anterior,
Insistindo para encontrar, nesta realidade, a maneira de desviar,
Negando-me ao que me transborda deste sentimento bom,
Contradizendo as próprias palavras no sorriso d’alma exposto.

E aqui deposito palavras, não mais que palavras,
Onde o silêncio de uma sintonia harmoniosa persiste,
Traduzindo nas linhas invisíveis que os símbolos não traduzem,
Entregando-me à única correnteza que permito me arrastar.

 
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Publicado por em 5 dezembro, 2007 em Poesia, Vida

 

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Consciência

Conscience

“Se você não está confuso é porque não está prestando atenção.”
(Tom Peters)


Consciência:

Embora compreenda que existam milhares de palavras que faltam na minha própria consciência a respeito do significado desta palavra, eu ainda assim ouso interpretar como a capacidade de distinguir entre as coisas boas, e as coisas não tão boas…

Se este conceito fosse tão simples, este texto acabaria aqui. Mas existe uma série de fatores relacionados à consciência, tais como: autoconsciência, subconsciente, neurociência, ciência cognitiva, filosofia da mente, psicologia. Quer continuar?

É reconhecer o outro nas suas palavras, e não no nosso próprio entendimento. É colocar-se no lugar. É referência à compaixão, que vem do sentimento mediante a consciência do sofrimento do mundo, que seria um reconhecer-se capaz de sentir, e não negar-se à dor da vida “per se”.

Se eu não me perder nesse pensamento, eu juro que serei capaz de encontrar várias agulhas em diferentes palheiros… mas a questão não é a lógica ou sentido ou compreensão ou dificuldade ou qualquer outra coisa possível ou imaginável “por trás” de tudo isso… deixa eu explicar em poucas palavras?

É saber que somos limitados a tudo o que alcançamos, e não ao que não alcançamos. O imaginário não é o real… e infelizmente nem tudo o que pensamos é o que possuimos. Possuir caridade é demonstrar caridade. A vida não é um conceito, é uma ação. Possuir amor não é saber o significado… é amar!

Viver não é sentir, é marcar um sentido na história. É ser representado por suas idéias sem precisar escrever uma só palavra. É ser testemunhado como representação de todas as tuas idéias e sonhos, desde que estes sejam mais do que promessas. É fazer do que queremos oferecer para outro um “pão nosso de cada dia” e jamais esquecer, não por ser uma questão de esquecer ou não… mas de uma necessidade tão pungente que a diferença entre a realidade e a fantasia é óbvia. É sentir que alguém acredita no seu sentimento mais puro, mesmo que tantas vezes duvidemos. É justamente por isso que o espanto continua sendo a melhor das reações!

 
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Publicado por em 3 dezembro, 2007 em Aprendizado, Vida

 

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