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Provocações

Gosto de gente que provoca. Não posso negar que me sinto provocado pelas pessoas que me cercam. As que não o fazem, no mais das vezes me evita. Que fazer? Gostaria de ser perfeito, mas sei que jamais serei. Portanto, luto contra os que “se acham”. Já não há tempo para estas ilusões, é melhor nos atermos ao plausível.

O ser humano tem seu limite: a morte. É o tempo da vida, para os que se consideram seres humanos, não é? Digamos que possamos chegar a um século de existência. Uma unidade. Um século. Não mais… Para uma boa média (uma grande média, aliás) a estimativa é bem menos favorável. Contamos com a experiência desta vida para nos “virarmos”. Para sermos o que quisermos ser, para fazermos o que desejarmos ou projetarmos fazer. Para construir (em vida), nossa idelogia (em atos, significados, concretizações), ou o que seja lá que pensamos de nós (boa mãe, bom pai, bom filho, bom tio, bom vizinho… bom ser). Eis nosso limite.

E para ir embora basta um “acidente”. Algo “fora do lugar”… um imprevisto. Isto nos leva. Nos arranca todas as oportunidades de arriscarmos o que jamais tentamos. Nos priva de absolutamente qualquer possibilidade de retorno, de continuação, de “segunda chance”, digamos. Nos “liberta” ou “priva” de tudo o que nos “prendia” ou “constituía”.  Não vejo segunda chance para quem perdeu sua primeira chance. E mesmo que alguém acredite em reencarnação, como saberíamos da nossa outra vida? Temos de aprender novamente.

Daí o que nos resta senão tentar, de alguma forma, dar sentido ao que fazemos, dizemos, queremos ou desejamos?

Bons Ventos,
Willy

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Publicado por em 19 abril, 2010 em Cotidiano, General, Vida

 

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Tempo e Mudança

Time change

Tudo o que nos sobra falta a quem precisa.

O tempo não é longo ou curto, o tempo é uma idéia, um conceito. Segundos e minutos não existem quando o que vale é a intensidade com que se vive, e isto independe de tempo. Então o que pode interessar mais: o tempo ou os eventos? Tempo é um registro na história, uma marca definida pela significância do momento. Não haveria como definir tempo sem uma referência, um uso, uma utilidade. Seguindo este raciocínio, qual é a utilidade do tempo então?

O tempo não importa no passado, e não importa no futuro. Este eterno transformador participa como testemunha de tudo o que cerca a vida, carrega a tudo mas nunca é igual para todos. Daí como melhor então testemunhar o tempo senão preenchendo a vida de qualidade?

Quanto tempo mais então esperar apenas como testemunha de tudo o que queremos mudar? Que sinal poderia ser mais forte do que a certeza de querer que fosse diferente? O que poderia impedir alguém de tentar senão si próprio? É a ironia do medo pelos fantasmas inexistentes, da obediência inconseqüente, da bruxaria da modernidade, da conformidade negligente, do egoísmo e do falso-moralismo. É deixar encantar-se pela fantasia e desistir de construir e participar. É o querer mais do que o fazer.

Ah! Se os tantos gritos de folia por festas de carnaval fossem também ouvidos pela dor dos mesmos que festejam com tanta energia diante das injustiças de um país que insiste e teima em continuar amador. Quando os ídolos estão no esporte, nas artes, nas ciências, na música, no cinema, no consumo… e não no altruísmo. Na medalha, no gol, na obra, nas linhas, nas fórmulas, nas notas, na interpretação… e não na bravura e coragem para dizer basta… o que concluir? Talvez se os gritos de dor fossem tão altos quanto os de festa e tão incômodos à minoria quanto à maioria, à regra quanto à exceção, talvez então a solidariedade e a bravura se manifestassem em proporções que pudessem mudar o rumo de um futuro tão incerto. Se estamos sempre mudando, por quê não mudar para o que acreditamos ser melhor?

 
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Publicado por em 2 junho, 2008 em Cotidiano, Vida

 

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Dúvidas? Duvidas!

Irregular

Vida como sucessão de equilíbrios…
sobra aqui, falta ali.

Mito

Fernando Pessoa diz:

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade.
E a fecundá-la decorre.
Embaixo, a vida, metade
De nada, morre.

Wikipedia diz:

A explicação mítica é contrária à explicação filosófica. A Filosofia procura, através de discussões, reflexões e argumentos, saber e explicar a realidade com razão e lógica enquanto que o mito não explica racionalmente a realidade, procura interpretá-la a partir de lendas e de histórias sagradas, não tendo quaisquer argumentos para suportar a sua interpretação.

Digo:

É confiar no que explica-se racionalmente de forma diferente;
Pensar que suas palavras são compreendidas da forma como são pronunciadas;
Agarrar-se a uma ilusão sem pedir as justificativas que a razão fornece;
Sentir que uma verdade pode ser universal;
Fazer da parte um todo e do todo uma parte;

É ignorar que nada se repete, nada é igual, um grito desesperado e tantas vezes impreciso para retratar a realidade que não sabe-se explicar, desejar a felicidade mesmo que etérea e fundada em alicerces fantasiosos.

O mais popular nem sempre (e eu penso que a maioria das vezes) é o que melhor satisfaz… é apenas o caminho mais curto entre a pergunta e a resposta… e apressar a vida em busca de uma resposta não é a melhor maneira de viver.

As respostas não se mostram diante das perguntas, mas sim das experiências. O método cartesiano ajuda a universalizar uma linguagem, mas não une tão precisamente quanto assim propõe.

* * *

Para que possa me surpreender com o grandioso, é preciso ver as coisas muito de perto… pois de longe tudo é pequeno, exceto a distância. O conteúdo tende a superar as aparência para os que conseguem entender o que lhes é oferecido.

Trocadilhos são as inversões de intensões semelhantes, congruentes embora distintas… que tendem a encontrar-se no infinito dos seus objetivos. Distante é o tempo que não tenho para ir até onde quero chegar.

 
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Publicado por em 26 março, 2008 em Cotidiano, Vida

 

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