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Química

Dogcat

“No human relation gives one possession in another…
every two souls are absolutely different.
In friendship and in love,
the two side by side raise hands together
to find what one cannot reach alone.”

(Kahlil Gibran)

Penso,

Olhos, traços, sons, gestos, trejeitos, sorriso.

Atitudes, pensamentos, idéias, ideais, sonhos, movimento… ação.

Ver, Ouvir, Cheirar, Tocar, Provar.

Tão simples mas ao mesmo tempo tão intenso… tão suave mas ao mesmo tempo tão profundo.

Como se explica química? Talvez seja algo impossível de fazer-se específico e universal devido à tantas combinações possíveis.

Olhares correspondidos que transmitem uma comunicação invisível entre as partes;
Palavras pronunciadas com simplicidade e despertando um sorriso no fundo da alma;
Movimentos mágicos, traços únicos, o desenho do sorriso e a dança no andar;
Calor no abraço, intensidade no beijo, e todas as interrogações que podem surgir depois de tantas “estranhas coincidências”.

Química é sentir-se banhado por uma chuva de fascínios e explodir por dentro,
é sentir a energia no ar e desistir de tentar compreender, sentir… viver.

É encontrar coragem quando nos sentimos mais bravos,
descobrir determinação quando estamos mais dispostos,
alimentar a verdade,
multiplicar a paz,
descobrir a felicidade,
amar.

É saber que vai ter por quem esperar,
sentir-se lembrado,
são saudades,
nó na garganta e ansiedade,
vontade de ligar,
sentir-se capaz.

… é… dá vontade!

Mas não pode ser fabricado, escolhido, decidido, racionalizado… é uma condição única para os preparados, quem não está pronto… paciência. Desistir de encontrar um sentimento puramente racional requer abrir espaço para o sentimento, e viver este sentimento é não precisar de evidências para confiar… é entregar e sentir-se feliz nesta entrega. Razão não ensina isso.

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Publicado por em 10 dezembro, 2007 em Poesia, Vida

 

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