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Infinito

Minha viagem no tempo começou no momento em que li como aprender.
Desde então mil anos me separam entre o ontem e o agora.

Às vezes sinto que mudei. Sinto que mudamos, sinto que medimos. Uma constante inquietude permeia e a leve tristeza rasga seu caminho no cimento que pavimenta a verdade que construo. Não adianta arrancá-la. Ela brota, vive, faz parte, acompanha, descansa, repete. Depois eleva, ensina e se renova. Não passa, dói menos. Quase tanto que não posso perceber, mas está ali, também por trás de um sorriso sincero, das mãos ao vento tentando expressar o que as idéias não contêm. Um gesto surdo pedindo para alcançar acima do céu dos próprios conceitos. Só ela desenha assim as mensagens de fumaça que nascem do limitado alcance dos dedos, das idéias que comandam os dedos. De idéias que tão raramente encontro nos lugares que passeio. Preciso manter os fazedores de faíscas inteligentes. Crescer tão forte quanto esta dor que me acompanha para com mais leveza conseguir carregá-la…

 
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Publicado por em 29 outubro, 2008 em Aprendizado, Cotidiano, Pensamentos, Vida

 

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Tempo e Mudança

Time change

Tudo o que nos sobra falta a quem precisa.

O tempo não é longo ou curto, o tempo é uma idéia, um conceito. Segundos e minutos não existem quando o que vale é a intensidade com que se vive, e isto independe de tempo. Então o que pode interessar mais: o tempo ou os eventos? Tempo é um registro na história, uma marca definida pela significância do momento. Não haveria como definir tempo sem uma referência, um uso, uma utilidade. Seguindo este raciocínio, qual é a utilidade do tempo então?

O tempo não importa no passado, e não importa no futuro. Este eterno transformador participa como testemunha de tudo o que cerca a vida, carrega a tudo mas nunca é igual para todos. Daí como melhor então testemunhar o tempo senão preenchendo a vida de qualidade?

Quanto tempo mais então esperar apenas como testemunha de tudo o que queremos mudar? Que sinal poderia ser mais forte do que a certeza de querer que fosse diferente? O que poderia impedir alguém de tentar senão si próprio? É a ironia do medo pelos fantasmas inexistentes, da obediência inconseqüente, da bruxaria da modernidade, da conformidade negligente, do egoísmo e do falso-moralismo. É deixar encantar-se pela fantasia e desistir de construir e participar. É o querer mais do que o fazer.

Ah! Se os tantos gritos de folia por festas de carnaval fossem também ouvidos pela dor dos mesmos que festejam com tanta energia diante das injustiças de um país que insiste e teima em continuar amador. Quando os ídolos estão no esporte, nas artes, nas ciências, na música, no cinema, no consumo… e não no altruísmo. Na medalha, no gol, na obra, nas linhas, nas fórmulas, nas notas, na interpretação… e não na bravura e coragem para dizer basta… o que concluir? Talvez se os gritos de dor fossem tão altos quanto os de festa e tão incômodos à minoria quanto à maioria, à regra quanto à exceção, talvez então a solidariedade e a bravura se manifestassem em proporções que pudessem mudar o rumo de um futuro tão incerto. Se estamos sempre mudando, por quê não mudar para o que acreditamos ser melhor?

 
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Publicado por em 2 junho, 2008 em Cotidiano, Vida

 

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