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Certezas e (In)Certezas

Question

Pra quê alimentar a dúvida quando a certeza encontra-se do outro lado de um muro chamado medo? Se coragem pode ser definida como a superação de dificuldades pessoais, então é a manifestação de uma opinião que define o seu tamanho, não a consequência proveniente desta. É uma atitude individual. Acaba que a esperança poderia então tornar-se a incerteza alimentada pelo receio da resposta.

Qual seria então a hora certa, as palavras ideais? Indefinível, imprevisível… Pra quê sinais se eu posso decidir a qualquer momento?

Pare, pense… prossiga.
Escute, veja, leia, sinta, prove… e espere.
Fale, mostre, exiba, provoque, ofereça… e espere, e repita se acredita que vale a pena.

O que é raro para quem tem o raro o tempo inteiro? É raro o que assim permanece quando testemunha-se o comum através destes mesmos olhos. Raro pode ser bom, mas pode também não ser… depende do que este raro te provoca.

Qual sua maior dúvida?

Veja por este lado desta vez… Minha maior dúvida não existe realmente, o que existe é a certeza das incertezas… das inconstâncias… e não conseguir perceber um esforço por entender tanto quanto espera-se por ser compreendido. A suposição não autorizada, a aparência enganosa, a pressa por sugerir o que não existe. A resposta que vem antes da pergunta.

Mais do que conquistar, é preciso continuar… manter, alimentar, nutrir… e repetir renovando-se e percebendo o essencial no indispensável.

O Velho E O Moço
Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir…

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Publicado por em 5 maio, 2008 em Aprendizado, Cotidiano

 

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