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Moda ou Modo?

changing

A escolha não pode nem deve ser feita, ela têm sido feita. O que vemos são apenas os resultados.

Qual a moda da vez? Ou da data? Ou da estação?

Seria a moda de sentir-se solidário e melancólico quando o espírito natalino modifica tudo o que se vê, fala, ouve, veste e come? (Depois ainda dizem que o meio não exerce influência alguma)

Ou seria a estação de procurar fazer dieta, regime, SPA, ioga… A moda de cuidar do corpo para que, na chegada da próxima estação, este humano possa desfilar tudo o que cultiva? (Aparentemente)

Quem sabe possa ser a data de sair para comprar um presente como evidência física de lembrar-se de alguém. Mas esta data inexiste quando a vontade vêm espontaneamente, e (por pensar demais sobre o que existe de menos) acaba-se por não criar uma evidência espiritual deste “estar presente”. Gostaria que todos vivessem em mim no dia do meu aniversário, mas também que eu pudesse viver em todos nos dias que não estou aniversariando. Não estaria Humpty Dumpty ainda mais certo por comemorar 364 des-aniversários?

Antes fosse
a moda de ser mais do que imitar,
a de inventar mais do que copiar,
a de sentir mais do que insinuar,
a de unir, mais do que a de distinguir…

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Publicado por em 6 janeiro, 2009 em Cotidiano, Sociedade, Vida

 

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… escolhi.

não quero
ser o que devo ser
ter o que devo ter
ver o que devo ver
sentir o que devo sentir

quero antes
aprender o que não sei
chegar onde não fui
contribuir com o que me sobra
testemunhar a mudança

já que no fim das contas
é-se o que não parece
tem-se o que não se vê
enxerga-se o que não é real
entende-se o que não foi dito

 
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Publicado por em 20 agosto, 2008 em Cotidiano, Vida

 

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Verbo e Ação

Yellow Brick Road

Leva-se muito tempo para aprender. Experiências isoladas, problemas alheios, notícias no rádio e na televisão, informações no papel, imaginação, sonho e realidade. O que aprendemos com isso se não houver o bom senso? Que seria este senso crítico tantas vezes erroneamente “aprendido” senão ato de separar, dentro do contexto em que nos encontramos, o que um dia foi imaginado (por outros homens tão suscetíveis a falhas quanto eu) da informação real contida (e de preferência útil) no que é exibido em meio a tantas luzes, fumaça e movimento?

Há quase duas décadas eu “brinquei” com um computador pela primeira vez, e aqui ele está mais uma vez exibindo toda a genialidade humana refletida nesta ferramenta de manipulação da informação. Inserimos dados, retiramos textos, músicas, vídeos, produtos, comércio, conhecemos pessoas, compartilho de idéias e aqui estou retratando-as, assim como outros milhões ao mesmo tempo. Uma propriedade intelectual, matéria irreal que, embora tantas vezes possamos insistir para que seja diferente, jamais perdeu o sentido que tinha há quase duas décadas: virtual.

Hoje decido mediante uma reflexão da vida que abraça tantos critérios quanto: pensamento, avaliação, vivência, testemunhos, verificação, aprendizado, informação, sentimento, crença e razão. Pelo que se mostra diante de mim através da coerência entre as palavras e os gestos, pelo que consigo definir como íntegro e autêntico, opto pelo original. Ainda prefiro a carta amassada com letras riscadas, a timidez do olhar acanhado que não sabe o que diz, o calor de um sentimento autenticado pela veracidade das palavras em harmonia com o gesto de doar-se.

O pensamento continua sendo uma propriedade individual cultivada por todos em diferentes proporções, as atitudes permanecem significando uma manifestação particular das intenções. Definir minha “dúvida” ou sua “certeza” permanece um critério a ser definido na mesma proporção em que continuamos aprendendo e mudando, não há como permanecer o mesmo. Busco o elemento intelectual que acrescente ao meu verbo continuidade, a manifestação física nesta minha realidade que não contradiga a representação mais frágil de um sentimento verdadeiro.

Continuarei aprendendo e acrescentando, rindo e manifestando esta vontade de dizer o que me vêm à mente através das idéias que me apropriei até esta esquina da vida. Se encontrar quem possa compreender e aceitar esta mente em constante transformação, levante-se e caminhemos juntos. Te aguardo. O resto decidiremos e construiremos durante o caminho.

 
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Publicado por em 6 dezembro, 2007 em Sociedade, Vida

 

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