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Graus e degraus…

Legumes, mortadela, alface, cebola, pickles, salsa, pimenta…
Verde, vermelho, branco, roxo, preto…
Amargo, salgado, azedo, doce, apimentado…
Seco, úmido, pantanoso, ensopado…
Alto, baixo; gordo, magro…

Tantos sentidos, sempre um que nos agrada… Então, por que discutir tanto pelos que não nos apetece?

Cuidado com os degraus…

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Publicado por em 22 junho, 2010 em Cotidiano, General

 

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Filtros

Filter

Cada um à sua maneira peculiar,
nem sempre tão parecidos quanto à primeira vista;
quase nunca tão diferentes quantos se pensam;
impossível de decifrar;
inviável definir

E de todos vivos,
novos e incompreendidos,
incompreensíveis e únicos

vai seguindo-se a peleja
dos conflitos verbais que tanto traz,
que tanto leva,
que tanto deixa,
que tanto esconde.

E lá vem o um mais uma vez pronto para divagar sobre suas idéias, mas curiosamente inapto a ouvir seus companheiros de prosa por mais de um ou dois instantes sem novamente interrompê-los para sobrepor suas idéias. Ora, mas que tipo de compreensão espera quem não busca compreender na mesma proporção que demonstra sua atenção ao que lhe é dito?

Tem também o que não se coloca acima de ninguém, mas tamanha humildade o deixa quase que constantemente (não sem intenção) abaixo de qualquer critério.

Outra não conseguiu um só instante deixar de sentir o que não estava no ar, e através da sua suspeita acabou deixando um ou outro temeroso pela interpretação que ela fosse dar às suas palavras. Um suspiro indecifrável emite o um transeunte confuso sem saber quais palavras usar, e na dúvida, nada diz.

E que parece não ter ouvidos senão para sua prosopopéia secular trazendo um peso maior do que a brincadeira que tenta fazer. Uma vizinha irritada finge não ouvir e ignora sua opinião diante de todos por temer parecer pedante antes mesmo de pronunciar uma sílaba.

Um acolá, que não entende como tanto pode ser poupado ou exagerado; como cada filtro revela suas dificuldades e medos; como cada instante algo novo refletido na imprecisão das palavras continua sendo pesado, medido e avaliado… – Como então proceder? Ignora então a cada repetição da mesma pergunta, que reflete sua dúvida, o que lhe poupa de participar, e sem preocupar-se no que vai parecer do que vão pensar reflete sozinho sobre seus pesos e suas medidas, e rasga o ar lançando suas palavras sem saber o que vai acontecer. Afinal, como prever o que não depende tão somente do ego, este que cada um possui o seu e por ele apenas responde?

 
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Publicado por em 22 junho, 2008 em Aprendizado, Sociedade

 

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Verbo e Ação

Yellow Brick Road

Leva-se muito tempo para aprender. Experiências isoladas, problemas alheios, notícias no rádio e na televisão, informações no papel, imaginação, sonho e realidade. O que aprendemos com isso se não houver o bom senso? Que seria este senso crítico tantas vezes erroneamente “aprendido” senão ato de separar, dentro do contexto em que nos encontramos, o que um dia foi imaginado (por outros homens tão suscetíveis a falhas quanto eu) da informação real contida (e de preferência útil) no que é exibido em meio a tantas luzes, fumaça e movimento?

Há quase duas décadas eu “brinquei” com um computador pela primeira vez, e aqui ele está mais uma vez exibindo toda a genialidade humana refletida nesta ferramenta de manipulação da informação. Inserimos dados, retiramos textos, músicas, vídeos, produtos, comércio, conhecemos pessoas, compartilho de idéias e aqui estou retratando-as, assim como outros milhões ao mesmo tempo. Uma propriedade intelectual, matéria irreal que, embora tantas vezes possamos insistir para que seja diferente, jamais perdeu o sentido que tinha há quase duas décadas: virtual.

Hoje decido mediante uma reflexão da vida que abraça tantos critérios quanto: pensamento, avaliação, vivência, testemunhos, verificação, aprendizado, informação, sentimento, crença e razão. Pelo que se mostra diante de mim através da coerência entre as palavras e os gestos, pelo que consigo definir como íntegro e autêntico, opto pelo original. Ainda prefiro a carta amassada com letras riscadas, a timidez do olhar acanhado que não sabe o que diz, o calor de um sentimento autenticado pela veracidade das palavras em harmonia com o gesto de doar-se.

O pensamento continua sendo uma propriedade individual cultivada por todos em diferentes proporções, as atitudes permanecem significando uma manifestação particular das intenções. Definir minha “dúvida” ou sua “certeza” permanece um critério a ser definido na mesma proporção em que continuamos aprendendo e mudando, não há como permanecer o mesmo. Busco o elemento intelectual que acrescente ao meu verbo continuidade, a manifestação física nesta minha realidade que não contradiga a representação mais frágil de um sentimento verdadeiro.

Continuarei aprendendo e acrescentando, rindo e manifestando esta vontade de dizer o que me vêm à mente através das idéias que me apropriei até esta esquina da vida. Se encontrar quem possa compreender e aceitar esta mente em constante transformação, levante-se e caminhemos juntos. Te aguardo. O resto decidiremos e construiremos durante o caminho.

 
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Publicado por em 6 dezembro, 2007 em Sociedade, Vida

 

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