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Trinta minutos

11 jun

Faltam trinta minutos para o dia dos namorados. Quanta diferença! Talvez não seja justo comparar dias-dos-namorados. Claro! Ora, como se pode sabar com que namorado ou namorada se estará no ano seguinte? Para o dia dos casados serve o dia da cerimônia. Mas restam os solteiros, qual o seu dia?

Faltam vinte e cinco minutos, e sei que não vai mudar muito daqui para lá. Talvez chova um pouco mais ou um pouco menos, talvez pare de chover. Talvez eu pense em algo melhor para dizer, talvez tão somente espere o tempo passar e preencha os espaços vazios com mais palavras.

Faltam vinte e quatro minutos… quanto mais uma data se aproxima, mais as expectativas criadas se mostram evidentes. “Vi” (o “ouvi” da internet) de alguém falar sobre a situação hilária de ver homens em busca de presentes para suas namoradas em vésperas… faltam vinte e três minutos.

Não sei que diferença pode fazer comemorar trinta minutos antes ou depois. Hoje já é amanhã em Sydney, e estou pisando no mesmo solo, sob o mesmo planeta… Makes me wonder… Invenção de horários podem ser a culpa do jet-lag?

Não-sei-mais quantos minutos… mas, me questiono: o que nos rouba a alguém? O que nos garante presentes? Não os presente que deixaram aqueles lá perdidos em um shopping – dentre tantos – a procurar presentes. O que nos garante o presente? Não somos esta bomba-relógio prestes a explodir? Tanto mais o tempo se aproxima do momento oportuno artificialmente criado, menos sobra tempo presente para pensar na oportunidade apresentada.

As datas marcam estes momentos eternizados por algum espírito que precisava de um álibi para não esquecer de celebrar o que deveria estar presente em todos os presentes: a intenção. O momento em que os braços se abrem ou as portas se fecham são mais que datas a serem comemoradas, tristes ou alegres estações. Momentos assim refletem os resultados a que nossos esforços alcançaram. Diferentes métodos, diferentes indivíduos, diferentes resultados.

O tempo sempre passará enquanto houver movimento. Só me esforço para que os movimentos que marcam meu tempo sejam dignos de datas comemorativas, mesmo que estas não sejam públicas e oficiais. Feliz dias a todos os enamorados.

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1 comentário

Publicado por em 11 junho, 2012 em General

 

Uma resposta para “Trinta minutos

  1. Jéssica

    14 junho, 2012 at 6:47 PM

    “Só me esforço para que os movimentos que marcam meu tempo sejam dignos de datas comemorativas…” e não é que essa frase me pegou desprevenida?

     

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