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Vômito

04 fev

Oi! Faz tempo, eu sei. Muito tempo que não venho aqui… desde a década passada, se não me falha a memória. Viraram-se dois dígitos, enquanto na década retrasada, viraram-se quatro… O que mudou?!? Dígitos? Números? Tabelas? Gráficos? Pirâmides?!

Permita-me expressar esta idéia assim:

Sabe quando você comeu errado? Não entendeu? Sabe quando você percebe que o que deu errado no seu intestino não foi a comida, mas a gula com que você comeu? Também não entendeu? Sabe quando o apressado comeu cru? Ainda não? Bem…sabe quando vc empilha comida, e mais comida, e mais comida… ou então areia, e mais areia, e mais areia… e não dá mais pra empilhar porque sai rolando pelos lados? Sabe? Ufa!

Este é um vômito. Muita coisa guardada e mal digerida… Ou uma avalanche, muita neve depositada no topo que despenca num movimento suave e contínuo, aterrorizador para humanos. Vou aprender a comer direito antes de postar algo decente, mas pra quem não se importa com palavras que soem radicais… Bon Voyaje. Foi isso…


Algumas vezes é melhor o silêncio
mas quando é que calar é o pior remédio?
Ou até mesmo… quando é que temos algo importante a dizer?

Vejo importâncias sub-entendidas que mascaram-se de boas intenções…

Mas, por trás de todos os farrapos, de toda a desfiguração… ainda é Odisseu? Ainda é Ulisses?
Mesmo depois de tanto nos “adaptarmos” ou “re-adaptarmos”, o que restou do que éramos ontem?

Que vale mais: o que refletimos ou o que emitimos?
Que podemos dar, senão a nós mesmos, não é mesmo?

Somos o que temos a oferecer, e nosso sabor é tão intenso quanto a frequência da necessidade de nossa lembrança, ouso afirmar! Uns apimentados, outros amargos… tantos sem sal, sem pimenta, sem tempero, sem ‘personalidade’. Tal qual os gostos o são, porque não? Mas que não deixe de existir, para isso, o paladar. O que distingue os sabores. Ou as cores. Ou os perfumes. Ou as razões…

Pouco importa, diria a maioria. “O que vale é o que fazemos.”. De fato. É somente por isso que medimos, pelo que sabemos do que fazemos, nem mais, nem menos. Porém nem sempre o que pensamos é útil tanto quanto nem sempre o que fazemos é o melhor. O que nos resta não é anulação, mas sim escolha. Sim ou não… algumas vezes funcionando como 1 e 0… pegar ou largar! É ou não é… nada de “pode ser”. A hora não existe, tampouco o segundo, eles só servem pra contar o tempo que passou e o tempo que falta, nunca para medir o tempo que é. E o que é, quem escolhe é você.

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3 Comentários

Publicado por em 4 fevereiro, 2010 em Cotidiano, General, Sociedade, Vida

 

3 Respostas para “Vômito

  1. Atena

    4 fevereiro, 2010 at 11:56 PM

    Calar é o pior remédio, quando o que se tem a dizer não será ouvido ou não fará sentido a quem deveria ouvir.
    Temos algo importante a dizer quando o coração sente e a mente questiona.
    O que resta do ontem, é a lembrança.
    Pode-se não ter que escolher o maior valor entre refletir ou emitir, pode-se aliar os dois a uma boa dose de sensatez e formar uma boa equipe.
    Podemos nos dar, nos doar um pouco a loucura, a vontade, isso faz bem a saúde da alma.
    Muito importa, tudo faz a diferença, seja ela sutil ou monumental.
    De fato, o tempo é uma ideia, e essas são as minhas escolhas, mais aprimoradas do que as do tempo que foi e talvez opostas ao tempo que virá.
    E as suas escolhas?

     
  2. Michele

    6 fevereiro, 2010 at 7:08 PM

    Não é tão simples quando o eu bate a porta, tudo que pensamos é só um reflexo de nós mesmos, e se o olhar da gula nos mostra certas coisas… é bom saber e pensar que: ver aparentemente uma situação numa dimensão aumentada é uma forma precipitada de se ver e reagir em cima disso, não é fácil brincar de inferno, ou quer dizer, mexer com os pecados capitais, nós só sabemos a dor do outro quando passamos pela mesma situação! Mas, bom mesmo é vomitar: melhor que guardar os “eus” que existem dentro de um único eu, nada está em equilíbrio, tudo se movimenta.
    Querer que as coisas sejam certas o tempo todo é querer demais, o que é não deixará de ser. Na mente não existe tempo… existem fatos, alguns que perturbam, outros nem tanto, não existem fórmulas nem bulas, existe vida… para que o ser humano aja da forma que lhe convém.

     
  3. Ziguezagueando

    19 fevereiro, 2010 at 6:03 AM

    “Palavras que soem radicais…” Radical? O que seria radical? Instigar, provocar nas pessoas pensamentos que elas não querem ou não esperam ter sobre elas mesmas? Fazê-las refletir através de um espelho pendurado por um prego na tua testa? Poder-se-ia dizer palavras doces e radicalmente mentirosas. A radicalidade das tuas palavras às vezes soa tão… Deve ser porque os sentidos são usados aguçadamente. Fui sinestésica ao falar sobre palavras doces. Pode-se fazer muitas idéias sobre tais palavras… doce para mim, amargo para você… Radicalidades… extremos… paradoxos… Wilhelms!

     

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