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Uma Verdade Nova

17 fev

Camaleao

Quero construir uma verdade nova, daquelas que negam todo o conceito lógico ou algo próximo a isso, como sua antítese. Ela teria de valer para o presente, ou o que eu puder captar dele. Esse “nós”, isto é, eu e minha verdade metafísica – ou metafórica – seríamos quase dois, ou algo próximo, assim como o corpo e a alma.

Faríamos valer o presente que vale para os vivos, o presente dos vivos. Destes presentes-vivos cheios de sabor, cor e umas sensações que confundem todo mundo, algo parecido com a propaganda da coca-cola. Mas guardaríamos uma décima parte dessa fração infinitesimal que a vida nos presenteia “conscientes” do abstrato que nos cerca. Quem sabe para tão somente contemplar… algo não necessariamente visível, ou será que os sons que conheço vêm todos encaixotados?

Se nada vale uma nova verdade sem uma utilidade, muito pouco restaria para ser contado. Ora, esta verdade… pode não ser óbvia, mas que não seja contraditória para preservar sua coerência, algo como uma propaganda de carros ou campanha política. Não, não… nada disso! Talvez de perfume, ao menos podemos ir lá sentir o cheirinho para conferir se é verdade. A minha verdade há de ser comprovada, senão pela coerência dos poetas ou algo próximo da razão dos loucos, tanto faz. Ao menos estes se entendem, como os concorrentes dos comerciais.

Oh, louvável raça humana,
que disputa o que aprende,
descarta o que não entende,
que esquece o que não sofreu,
e engole o que não mastiga

Cafona? Quadrado-losângulo-semi-circular? Não necessariamente, mas tem que ser algo chocante, próximo ao exemplo da nova propaganda do red Bull, está tudo tão erótico… agora só falta tirar a tarja preta. Autorizar a loucura e de sobra, “legalizar” os “ilegais”, proibir proibindo, como se fez na história quando se precisou de uma desculpa melhor, no o melhor intere$$e de ambas as partes, naturalmente`s.

Vejo a nuvem chegando
vejo a planta morrendo
nesse conto que mamãe não me contou
há um deserto na ausência desse amor

E qual o tempero dessa nova verdade? Claro que tem de ter gosto, tem de ter cheiro, uma mistura de aromas que só velhas receitas alcançam, as tradicionais. O verso de Shakespeare, uma ode divina, uma comédia. Uma tragédia Homérica, uma aventura mitológica, no mínimo, ou no máximo. Uma bela fábula oriental.

Só me falta um ícone,
só te falta um traço,
já me aperta o laço,
estou ficando míope?

Ou dois-miope… ou algo próximo. Como as duas verdades que já contei.

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Publicado por em 17 fevereiro, 2009 em General

 

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