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Apesar da crise…

LORENZO_QUIN_force_of_nature-3

Apesar da hora errada, a paciência.
Apesar da distância, missivas.
A pesar dos pesares, levezas.
Apesar da crise… oportunidades.
Apesar dos desamores, esperanças.
Apesar dos desencontros, descobertas.
Ao pesar das dúvidas, superação.
Apesar das dores, belezas.
Apesar dos medos, sorrisos.
Apesar da vertigem, desafios.
Ao pesar o que foi, continuação.
Apesar do calor, o ventilador.
Apesar do silêncio, lembranças.
Apesar das mudanças, acordos.
Ao pesar das labutas, batuques.
Apesar dos enganos, encantos.
Apesar do ódio, poesia.
Apesar da solidão, sonhos.
Ao pesar dos nós, nós:
.     nos encontros que fazem laços
.     dois lados de um mesmo abraço.

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Escultura da imagem:
http://www.lorenzoquinn.com/

 
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Publicado por em 19 agosto, 2015 em General

 

Breve

bird
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Pela janela aberta entrou,
passeou pelos caminhos,
no meu ombro pousou,
cantou um pouquinho
e então, saindo, voou
pela janela que entrou

 
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Publicado por em 18 agosto, 2015 em General

 

Qualquer coisa

É, sempre tem aqueles que, mesmo vendo, não acreditam. Fazer o quê? É porque foi pela TV… Até porque dentro do campo de futebol, ninguém duvida do gol que assistiu nem hesita em recontar e recordar o que viveu. Mas isto não é um filme, não é ficção. Triste pelos que passarão, feliz pelos passarinhos. Só não poderão dizer que estimulei negativamente seu ninguém com aquela conversa mole de “eu tava dando uma forcinha”, né? “Quem não atrapalha já ajuda bastante”, reza o ditado. E, pra fechar, preciso dizer que JAMAIS diria que seu ninguém vale 20 centavos. Não boto preço em nada vivo… De algo assim, me arrependeria sequer de pensar.

Por hora é isso… O ponto final é uma invenção

 
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Publicado por em 18 junho, 2013 em General

 

Abandono

Depois que lhe mordeu a mão foi abandonado. Ausente ficou; sem domicílio, sem prato. Do amor prometido restou um gemido, a distância fazendo esquecer o que não foi cumprido. Ficou num canto vazio numa noite de frio, a aprender, às custas do sofrer, que os sentimentos também têm suas estações, seus segredos, surpresas e decepções. Querendo entender do desengano e do abandono, enquanto o presente cobrava seus planos não mais necessários. As notas da agenda que marcavam datas a não ser comemoradas de dias que não seriam vividos como esperado. A esperança abandonou o lugar, cansou de esperar. Tornou-se uma confusão de tempos, o passado arrastando a atenção para as memórias, o futuro cobrando as expectativas ilusórias, o presente lembrando a fome pungente da falta inerente daquilo sem o qual a gente deixa de ser gente.

Desistiu de dizer, disse que iria pensar, e no papel a amarelar ficaram as notas daquela música que nunca mais pôde cantar.

 
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Publicado por em 16 abril, 2013 em General

 

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todo torto

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palmas à porta

não havia muro. era o amigo chegando de passagem. disse que sentia cheiro de café, mas não sabia de onde. acertou sem querer. ele sentou na minha cadeira, eu na cadeira reserva. falou que estava quente; concordei. disse que queria chuva; idem. perguntou das novidades; perguntei o que era isso. me contou do preço do tomate, da vitamina de abacate e do chá de erva mate. não fiz questão de servir mais café, perguntei como estava a mulher. não quis misturar assunto simples com complicado; não entendi. falou um tanto mais de seu trabalho, do aumento do salário, do curso universitário, de quem saiu do armário. sabia de tudo um pouco, da vida do São e do louco, do iluminismo e do barroco, de passar fome e sufoco. disse de todas as dores sofrer um tanto, mas que sem tristeza nem pranto, preferia num dia quente um gole daquele café a ter que ficar sozinho em casa sem amigo e sem mulher.

 
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Publicado por em 10 abril, 2013 em General

 

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Indo e Vindo

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Naquele dia quente não precisei preparar coisa alguma antes de colocar o pé do lado de fora de casa. Na praça, algo gelado me fez esquecer um pouco o calor;no banco, sombra fresca me fez sentir um pouco da brisa; distraído do horizonte, pude fechar um pouco os olhos.

O estranho me abordou, me contou que estava só. Entendi essa parte. Não vejo mal em estar só, nem ele viu mal em contar. Mas contava que solidão dele era aquela do abandono, involuntária. Me perguntei quanto da minha era escolha. Falava a mim como quem já estava conformado com a situação, com um ar de dor pelo próprio destino, autopiedade. E eu não sei que tipo de solidão era aquela que me descrevia, mas não conseguia identificar com a minha. Não viu mal tampouco em saber que estar só pode render grandes obras, principalmente com tanto tempo à disposição. O difícil foi aceitar ouvir que só estando, teria de ocupar de si mesmo. Foi miséria em troca de moeda e depois que o trocado que lhe dispensei estava em mãos, decidiu trocar meu ouvido por algum mais rico de tostão e que, de preferência, não o desviasse de sua meta, de sua missão de fazer dinheiro às custas da solidão.

Voltei com os mesmos pés que me levaram; mais sozinho que o estranho que pedia um trocado por uma história triste, porém menos solitário; pensando que preferia ganhar trocado por contar algo alegre, mas sem conseguir encontrar uma forma de ganhar qualquer tostão com essa ideia sem precisar me passar por palhaço, até que o Sol com seu calor me fez cerrar os olhos e me distrair de tudo isso.

 
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Publicado por em 9 abril, 2013 em General

 

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Trinta minutos

Faltam trinta minutos para o dia dos namorados. Quanta diferença! Talvez não seja justo comparar dias-dos-namorados. Claro! Ora, como se pode sabar com que namorado ou namorada se estará no ano seguinte? Para o dia dos casados serve o dia da cerimônia. Mas restam os solteiros, qual o seu dia?

Faltam vinte e cinco minutos, e sei que não vai mudar muito daqui para lá. Talvez chova um pouco mais ou um pouco menos, talvez pare de chover. Talvez eu pense em algo melhor para dizer, talvez tão somente espere o tempo passar e preencha os espaços vazios com mais palavras.

Faltam vinte e quatro minutos… quanto mais uma data se aproxima, mais as expectativas criadas se mostram evidentes. “Vi” (o “ouvi” da internet) de alguém falar sobre a situação hilária de ver homens em busca de presentes para suas namoradas em vésperas… faltam vinte e três minutos.

Não sei que diferença pode fazer comemorar trinta minutos antes ou depois. Hoje já é amanhã em Sydney, e estou pisando no mesmo solo, sob o mesmo planeta… Makes me wonder… Invenção de horários podem ser a culpa do jet-lag?

Não-sei-mais quantos minutos… mas, me questiono: o que nos rouba a alguém? O que nos garante presentes? Não os presente que deixaram aqueles lá perdidos em um shopping – dentre tantos – a procurar presentes. O que nos garante o presente? Não somos esta bomba-relógio prestes a explodir? Tanto mais o tempo se aproxima do momento oportuno artificialmente criado, menos sobra tempo presente para pensar na oportunidade apresentada.

As datas marcam estes momentos eternizados por algum espírito que precisava de um álibi para não esquecer de celebrar o que deveria estar presente em todos os presentes: a intenção. O momento em que os braços se abrem ou as portas se fecham são mais que datas a serem comemoradas, tristes ou alegres estações. Momentos assim refletem os resultados a que nossos esforços alcançaram. Diferentes métodos, diferentes indivíduos, diferentes resultados.

O tempo sempre passará enquanto houver movimento. Só me esforço para que os movimentos que marcam meu tempo sejam dignos de datas comemorativas, mesmo que estas não sejam públicas e oficiais. Feliz dias a todos os enamorados.

 
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Publicado por em 11 junho, 2012 em General

 
 
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