Quem saberia responder o que nunca se perguntou, quando o que poderia ajudar é o gesto que não se põe em ação? A atitude que falha em acontecer, a vontade insuficiente que não supera o medo de falhar, errar ou perder… a inércia.
Um esperar que se faça quando o que sente-se necessário dizer não é manifestado. O entender reticente que não se desloca até um ponto de vista diferente, mas teima e persiste na dúvida que já traz consigo uma resposta.
O querer bem que acaba sufocado pela ausência de uma igualdade material que não influencia no sentimento. Os abraços esquecidos no baú entupido de encantos que tanto pedem por requisitos que jamais foram escritos… São os que se entendem inventando um novo idioma, criando distâncias para proteger inseguranças, quando um simples olhar traduz todas as angústias.
Basta lembrar de quem se é, basta olhar para o que é possível e deixar que os problemas distantes sejam, como o nome diz… distantes. Não adianta antecipar o que não foi dito, prever o que não foi escrito, lutar numa guerra inexistente, render-se a quem nunca precisou competir para mostrar-se capaz.
Energia desperdiçada, capítulos preenchidos de passado, presente carente de vontade.
Sombra de fumaça
26 Fevereiro, 2008 por Wilhelm
“Quem saberia responder o que nunca se perguntou, quando o que poderia ajudar é o gesto que não se põe em ação?”
Quem poderia definir Willy em palavras?
Impossivel!
…
Único.
A fã.